SOS CANGUARETAMA

SOS CANGUARETAMA

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

ELA NÃO COMPRA GASOLINA, NÓS PAGAMOS PRA ELA!


Petrobras reajusta preço da gasolina
Rio (AE) - A Petrobras anunciou ontem reajuste de preços dos combustíveis, com aumento de 3% para a gasolina e de 5% para o óleo diesel nas refinarias a partir desta sexta-feira. A expectativa é que o impacto para o consumidor seja entre 2%e 4% nos preços praticados pelos postos de gasolina de todo o País No mercado financeiro, o aumento foi visto como um novo gesto político, calculado sob medida para evitar um impacto maior na inflação ao mesmo tempo em que acena aos investidores para atitudes benéficas à saúde financeira da estatal, que deve encerrar o ano com forte constrangimento financeiro.
As projeções de economistas indicam um impacto entre 0,11 e 0,17 ponto porcentual sobre a inflação, descartando as expectativas de manter a taxa dentro da meta estabelecida pelo Banco Central, de 6,5%. A expectativa é que a taxa termine o ano em 6,6%, segundo a média das projeções feitas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. No acumulado em 12 meses, até setembro, a inflação medida pelo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), já está em 6,75%. O resultado de outubro será divulgado hoje.
Nas bombas, o presidente do Sincopetro do Estado de São Paulo (sindicato dos postos), José Alberto Gouveia, afirma que o reajuste deve ficar um pouco abaixo dos 3% aplicado nas refinarias.
O reajuste foi anunciado após uma semana de pressão sobre a Petrobras, acuada entre denúncias de corrupção, divergências internas em seu Conselho de Administração e atrasos na apresentação de resultados trimestrais. Tudo isso em um cenário de queda livre no preço do petróleo no mercado internacional, movimento que influencia as margens de lucro e os planos de investimento da companhia. 
As turbulências foram determinantes para a definição do reajuste dos combustíveis. Ao longo de 2014, o caixa da Petrobras esteve pressionado por uma defasagem de cerca de 20% entre os preços de importação dos mercados internacionais e a revenda no mercado interno, com preços represados para conter a alta da inflação.

Nos últimos três anos, as perdas de receita por conta da defasagem já chegam a R$ 80 bilhões, segundo o analista de petróleo, Auro Rosembaun, do Bradesco.
Em reunião extraordinária do Conselho de Administração, na última terça-feira, a presidente da estatal, Graça Foster, preparou uma extensa apresentação sobre a necessidade de reajuste para recompor as margens de lucro. Naquele dia a companhia recebeu aval do governo para o reajuste, mas a data ou o porcentual não foram anunciados. Após nove horas de debates, na saída da reunião Graça se limitou a afirmar que “reajuste não se anuncia, pratica-se”. 
Na véspera do anúncio, a estatal encaminhou comunicado ao mercado em que informava a orientação do Conselho, presidido pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, “pela manutenção dos níveis de preços”. Por outro lado, o documento destacava que a decisão final seria da diretoria executiva - uma tentativa de demonstrar independência na condução da estatal.
Fonte: Tribuna do Norte

terça-feira, 4 de novembro de 2014

NÃO PRESTA UMA



Operadoras têm de garantir 80% de velocidade média

São Paulo (AE) - A partir deste mês, as operadoras de banda larga fixa e móvel com mais de 50 mil clientes devem garantir 80% da velocidade média contratada e 40% da velocidade instantânea - medida a qualquer momento no mês. Os padrões exigidos estão sendo atualizados desde novembro de 2012, quando as regras estipuladas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passaram a valer. Na época, exigia-se 60% da velocidade média e 20% da instantânea, em um momento em que a velocidade entregue era de cerca de 10% do contratado. Em 2013, a taxa mínima subiu para 70% e 30%, respectivamente.
Isso significa que, na média mensal, a operadora deve entregar 8 Mbps a um cliente que contratou um plano de 10 Mbps. E, medida em qualquer dia do mesmo mês, não deve ser menor que 4 Mbps. No caso de um plano de internet móvel 3G, que tem 1 Mbps oferecido com velocidade máxima, o mínimo entregue deve ser de 800 Kbps; medida a qualquer instante, deve entregar 400 Kbps.
Além do desempenho de velocidade de download, a reguladora exige ainda um mínimo de estabilidade de conexão de 99,5% do tempo. Avaliando-se um mês, portanto, a conexão à internet oferecida por uma operadora não deve cair por mais que 3 horas 36 minutos. Para medição do desempenho da internet móvel, a Anatel conta com o uso voluntário do aplicativo EAQ (gratuito em brasilbandalarga com.br). Para aferir a velocidade de banda larga fixa, foram distribuídos pequenos aparelhos a voluntários que devem ser conectados ao roteador. É possível se tornar um deles por meio do site mencionado anteriormente.
Os dados coletados são divulgados mensalmente pela Anatel, que pode, em caso de descumprimento, estabelecer prazos para adequação do serviço ou proibir a sua venda. O último relatório, divulgado em junho, mostra, por exemplo, que em São Paulo apenas a Algar Telecom falhou no cumprimento das regras sobre banda larga fixa. As outras empresas sujeitas ao regulamento são Oi, TIM, Claro, Vivo, NET, GVT, Embratel, Sercomtel, Cabo Telecom e Live TIM.
Fonte: Tribuna do Norte

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José Dirceu será liberado hoje para cumprir pena em casa
O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, deverá ser liberado para cumprir prisão domiciliar nesta terça-feira (4). Condenado a sete anos e 11 meses de prisão, ele foi autorizado, na semana passada, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cumprir o restante da pena em casa.
Dirceu foi preso no dia 15 de novembro do ano passado e, no início da tarde de hoje, ele terá uma audiência na Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, onde assinará o termo que o libera para ficar preso em casa.
Desde junho ele está trabalhando fora da prisão, na biblioteca de um escritório de advocacia, recebendo R$ 2,1 mil. Por causa do trabalho ele conseguiu reduzir 142 dias da pena e antecipou o direito de pedir a progressão para o regime aberto.
Em regime aberto cumprido em casa, José Dirceu não irá precisar usar uma tornozeleira eletrônica, mas será proibido de portar armas, usar ou portar entorpecentes e bebidas alcoólicas e frequentar bares. Ele também não poderá manter contato com outras pessoas que estejam cumprindo pena, seja do mesmo processo ou não.
Fonte: Tribuna do Norte

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

NOVEMBRO AZUL


Novembro azul: campanha de conscientização sobre câncer de próstata tinge monumentos pelo país

Nesta segunda-feira, 3, quando as luzes do Congresso Nacional forem tomadas por uma iluminação azul, será dada a largada para a campanha de conscientização sobre o câncer de próstata, idealizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). A ideia do Novembro Azul é desmistificar a doença, que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), acomete um a cada seis homens no Brasil. As estimativas mostram que 69 mil novos casos deverão ser diagnosticados somente em 2014 no país, um a cada 7,6 minutos. E o pior é que cerca de 13 mil brasileiros vão morrer em decorrência da doença, o que significa um óbito a cada 40 minutos. 
Depois do aparecimento dos sintomas, mais de 95% dos casos de câncer de próstata já se encontram em fase avançada. Daí a importância da realização do exame regular através do toque retal e do PSA, orienta o presidente da SBU, Carlos Corradi Fonseca. De acordo com ele, o câncer de próstata rouba do homem 7,3 anos de vida na comparação com as mulheres e isso ocorre porque eles não se cuidam.
 “Pessoas do sexo masculino não costumam ir ao médico porque acham que são super-homens, e o câncer de próstata, quando não é detectado no início, raramente tem cura”, sustenta. O urologista recomenda que, a partir de 50 anos, todo homem deve fazer o exame periódico. Se houver histórico familiar e se a pessoa for negra ou obesa, a recomendação é procurar um urologista a partir dos 45 anos.
Fonseca alerta que o câncer de próstata é assintomático em sua fase inicial. “O exame de toque e o PSA, feito por meio da coleta de sangue, detectam a maior parte dos tumores em fase inicial, e, nesses casos, as chances de cura são de 90%”, avisa. Segundo ele, os tumores variam entre os pouco, os medianos e os muito agressivos. “No caso de ser diagnosticado um câncer pouco agressivo, é possível pensar num tratamento inicial a partir de uma observação vigilante. Se ele é médio ou muito agressivo, o tratamento deve ser iniciado logo que é dado o diagnóstico, principalmente com cirurgia ou radioterapia”, explica. A cirurgia, assegura, é o tratamento com maior índice de cura. Quando a doença se espalha, a saída é a hormonoterapia, por meio da qual a produção de testosterona no organismo é inibida, mas isso só ocorre nas fases mais avançadas.
Para o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e urologista do Instituto Biocor, Daniel Xavier Lima, a boa notícia é que muitos tabus já caíram no que se refere à disposição dos homens de enfrentarem seus medos e preconceitos quanto ao exame de toque, essencial para o diagnóstico da doença. “O que existe, ainda, são informações desencontradas”, garante. De acordo com ele, um estudo norte-americano sustentou que não houve redução da mortalidade por câncer de próstata em função do rastreamento. “Trata-se de um estudo isolado que, infelizmente, teve muita repercussão porque muitos médicos generalistas interpretaram que não seria mais preciso fazer os exames”, explica. Por causa disso, o próprio Ministério da Saúde retirou o exame de próstata da rotina obrigatória. Assim, a dificuldade de conscientizar as pessoas aumentou, principalmente na rede pública, onde o paciente é, em geral, menos esclarecido (ou recebe menos esclarecimentos).
“Leciono no Hospital das Clínicas e observo que os pacientes já não estão sendo encaminhados para o rastreamento. Isso vai levar, daqui a alguns anos, a um aumento no número de tumores avançados”, garante Lima. De acordo com ele, o rastreamento é responsável por 40% da redução das mortes por câncer de próstata de 1990 para cá. “Esse procedimento ficou mais popularizado a partir de meados da década de 90, com a realização do PSA e do toque. Nada pode justificar essa redução na procura a não ser a sua diminuição, até porque o número de diagnósticos aumentou”, alerta.
Bruno Ferrari, oncologista e presidente do conselho administrativo da rede Oncoclínicas do Brasil, chama atenção para outro problema: o câncer de próstata não acomete apenas os idosos, mas é a partir dos 50 anos que sua frequência começa a aumentar. Depois da cirurgia, as duas maiores sequelas, segundo ele, são a incontinência urinária e a disfunção erétil. Ambas têm tratamento e podem ser revertidas. “São essas duas coisas que afastam o homem do diagnóstico. Mas é preciso lembrar que, quanto mais precoce é o tratamento, menos mutilante ele é.” A campanha Novembro Azul é realizada há cinco anos e, de lá para cá, de acordo com o oncologista, houve um pequeno aumento no número de diagnósticos precoces. “Precisamos envolver toda a sociedade, e não apenas os médicos. A gente vê poucos casos sobre a doença na mídia. As celebridades não aparecem morrendo de câncer de próstata”, lembra.

Fisioterapia
Para ajudar os pacientes na recuperação durante o pós-operatório, uma das recomendações é a fisioterapia para disfunções do assoalho pélvico. De acordo com a fisioterapeuta Maria Cristina da Cruz, responsável pelo serviço no Hospital ds Clínicas, o tratamento consiste em educar o paciente sobre a forma como o corpo vai funcionar depois da cirurgia e sobre qual será o seu papel em sua própria recuperação.


Ela chama a atenção para o fato de que o tratamento difere de pessoa para pessoa. “Não adianta fazer exercícios genéricos. Para haver resultado, as contrações devem ser adequadas e os exercícios, específicos para cada caso”, lembra. De acordo com ela, além de tomar consciência da própria musculatura e de fazer os exercícios, alguns homens precisam passar pela eletroestimulação e biofeedback, que permite ao paciente visualizar a qualidade das contrações.

Não adianta fugir

» Entre 10% e 20% dos casos não são detectados pela dosagem de PSA no sangue. O exame de toque e o PSA são complementares

» Fatores de risco: idade, histórico familiar, raça (maior incidência em negros), alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade

» Prevenção: não é possível evitar a doença. Mas pode-se diagnosticá-la precocemente, quando as chances de cura são de cerca de 90%.

Fonte: Instituto Lado a Lado pela Vida

VAI ACABAR EM ZERO


Mercado financeiro volta a reduzir previsão de crescimento da economia

O mercado financeiro voltou a reduzir a previsão de crescimento da economia. De 0,27%, na semana passada, ela retornou ao patamar de 0,24% registrado em semanas anteriores. A estimativa está no boletim Focus, divulgado hoje (3) pelo Banco Central (BC). Analistas e investidores também elevaram a projeção da taxa de câmbio para o fim de 2014, de R$ 2,40 para R$ 2,45.
Já a estimativa de inflação foi mantida em 6,45%, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os preços administrados, regulados pelo governo, deverão ser reajustados no patamar de 5,15% no período.
Apesar de o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC ter elevado a taxa básica de juros (Selic) para 11,25% ao ano em sua última reunião, o Focus manteve a previsão de que ela encerrará o ano em 11%. Para o fim de 2015, no entanto, a projeção da taxa básica foi elevada de 11,5% para 12%.
A dívida líquida do setor público seguiu estimada em 35,25% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país. No setor externo, o deficit em conta-corrente, o indicador que mede o desequilíbrio das contas externas, deverá ficar em US$ 81 bilhões. O saldo da balança comercial deverá cair de US$ 2,10 bilhões para US$ 2 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos (IED) estimados deverão permanecer em US$ 60 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

A HORA DA TROCA DE FAVORES


Reforma ministerial: Mercadante, Jaques Wagner e Cardozo devem formar tripé de suporte a Dilma
A dança das cadeiras no primeiro escalão do governo deve começar nas próximas semanas e a presidente Dilma Rousseff já começou a articular a reforma ministerial para compor seu governo para o novo mandato. Ainda que a prioridade seja anunciar o substituto de Guido Mantega no Ministério da Fazenda, a presidente também deve alterar cargos com o objetivo de trazer para perto seus homens de confiança.
O suporte à presidente Dilma a partir do segundo mandato deve ser feito por um tripé de peso, segundo avaliam analistas políticos. Aloizio Mercadante (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Jaques Wagner, que deixa o governo da Bahia no fim do ano após eleger seu sucessor, devem ser os homens de Dilma a partir de 2015.
Os três são próximos da presidente e se destacam nas funções que ocupam, por isso Dilma deve mantê-los por perto na reorganização dos cargos na Esplanada dos Ministérios.
Mercadante chegou a ser ventilado como possível chefe da Fazenda. Mas, por ser um homem de confiança de Dilma Rousseff e ter habilidade na articulação política, especialistas acreditam que o ministro deve continuar no núcleo da articulação.
Para o professor de administração pública da UnB (Universidade de Brasília) José Matias-Pereira, Mercadante já mostrou que consegue um bom desempenho em qualquer área da Esplanada. Para o especialista, isso o credencia para ocupar qualquer pasta.
— Ele já mostrou que é uma espécie de polivalente. No governo PT, ela já ficou na Ciência e Tecnologia, já foi da Educação e agora está na Casa Civil. Ele acabou desempenhando um papel importante nessa fase final do primeiro mandato de Dilma e no próprio processo de reeleição, além de ser politicamente uma pessoa muito hábil.
Logo no início do segundo turno, Mercadante pediu licença do cargo para se dedicar exclusivamente à campanha de reeleição de Dilma.  Até fevereiro, ele era ministro da Educação, mas foi chamado pela presidente para assumir a Casa Civil, depois que a então ministra Gleisi Hoffmann se desvinculou para concorrer ao governo do Paraná.
Pelo fato de Mercadante ser quase um coringa, o economista Paulo Brasil não acredita que sua habilidade de negociação será desperdiçada na equipe econômica.
— Ele é um nome muito mais importante politicamente do que na equipe econômica.
Como também é um dos nomes pensados pelo PT para ser lançado em 2018, os analistas acreditam que Mercadante deve continuar assumindo papel importante e de destaque ao lado da presidente.
José Eduardo Cardozo foi um dos principais articuladores da campanha presidencial de Dilma em 2010 e logo foi nomeado para o Ministério da Justiça. Além de ter a confiança da presidente, o ministro permaneceu os quatro anos no cargo sem se envolver em nenhuma polêmica.
Jaques Wagner está desempregado a partir de janeiro de 2015 e por isso deve ser levado para uma das pastas que trabalha ao lado de Dilma, como a Casa Civil ou Relações Institucionais. Na avaliação do cientista político Matias-Pereira, o desempenho de Wagner durante os oitos anos à frente do governo da Bahia é motivo de prestígio.
— Vai ocupar um lugar bastante importante no segundo mandato de Dilma. Principalmente pelo desempenho eleitoral que ele teve, Jaques Wagner deve ser o chefe da Casa Civil, tem perfil para isso.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, e o ex-chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, que deixou o cargo para integrar o comando da campanha de reeleição, também devem ser mantidos próximos da presidente.
Cartas fora do baralho
Se os aliados "sem cargo" com bom desempenho eleitoral devem ser agraciados, os nomes que foram derrotados nas urnas não têm muitas chances no primeiro escalão. É o caso, por exemplo, do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, que perdeu no primeiro turno em São Paulo e ficou em terceiro lugar.
Os governadores petistas do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e de Brasília, Agnelo Queiroz, que não conseguiram ser reeleitos, além do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que também não conseguiu renovar o mandato, não devem ter espaço na Esplanada, de acordo com especialistas. A avaliação do professor Matias-Pereira é de que Dilma já tem aliados demais para abrigar nos ministérios.
— Ela vai governar com a base aliada mais fragmentada, e vai ter que efetivamente criar as condições para abrigar aqueles que virão agregar. Não vai haver espaço para abrigar aqueles que não triunfaram.
Atualmente com 39 ministérios, a presidente Dilma precisa distribuir os nomes de acordo com as necessidades da base aliada. O PMDB, maior partido aliado, deve ser o mais amplamente contemplado.
O cientista político da UnB David Fleischer avalia que os peemedebistas não vão se contentar com as pastas que já têm e é provável que Dilma precise aumentar a cota do partido de seu vice, Michel Temer.
— O problema é o PMDB, ele não quer mais do mesmo, quer mais e ponto-final. Vai querer mais ministérios e mais importantes, e quer a presidência da Câmara dos Deputados no ano que vem.
Além do PMDB, a presidente precisa acomodar outros sete partidos da sua coligação: PR, PRB, PROS, PDT, PCdoB, PP e PSD.

Fonte: http://noticias.r7.com/

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

CHORANDO O LEITE DERRAMADO


PSDB pede auditoria no resultado das eleições
Brasília (AE) - O PSDB protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de auditoria especial para verificar o resultado das eleições presidenciais deste ano. O candidato do partido Aécio Neves perdeu a disputa para a petista Dilma Rousseff por uma diferença de 3,28 pontos percentuais. Na petição, assinada pelo coordenador jurídico do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), o partido justifica que há “uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira” motivada pela decisão do tribunal de só divulgar o resultado da eleição presidencial após a votação no Estado do Acre.
“O aguardo do encerramento da votação no Estado do Acre, com uma diferença de três horas para os Estados que acompanham o horário de Brasília, enquanto já se procedia a apuração nas demais unidades da federação, com a revelação, às 20h do dia 26 de outubro, de um resultado já definido e com pequena margem de diferença são elementos que acabaram por fomentar, ainda mais, as desconfianças que imperam no seio da sociedade brasileira.”

O partido pede ao TSE a abertura de processo de auditoria nos sistemas de votação e de totalização dos votos, por uma comissão de especialistas formada a partir de representantes indicados pelos partidos políticos. “É justamente com o objetivo de não permitir que a credibilidade do processo eleitoral seja colocada em dúvida pelo cidadão brasileiro que nos dirigimos neste momento à presença de Vossas Excelências”, alega. 

O pedido feito pelo PSDB para que seja realizada uma auditoria na votação do segundo turno foi remetido diretamente para a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caberá ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Dias Toffoli, decidir se profere alguma decisão monocrática no processo ou remete o caso para análise do plenário. 
Ontem, a executiva do PSDB na capital de São Paulo, maior diretório municipal do partido, aprovou uma nota em que contesta o resultado do 2º turno da eleição presidencial.  Na mesma reunião, a executiva do PSDB paulistano decidiu também que o resultado do pleito seja questionado em outra frente ao pedir que seja feita uma representação no TSE para que sejam anulados os votos recebidos por "candidatos que tiveram comprovadamente campanhas financiadas por recursos desviados da Petrobras, conforme depoimentos em delação premiada por Paulo Roberto Costa e pelo doleiro (Alberto) Youssef". "Vamos propor, baseados nas indicações de que houve abuso do poder econômico", explicou o dirigente tucano.  O PSDB da capital paulista defende ainda que Aécio e todo o partido não reconheçam a legitimidade do governo como interlocutor.
 

Fonte: Tribuna do Norte

Fonte: Tribuna do Norte

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O NOVO GOVERNO DO PT JÁ COMEÇOU A TRABALHAR.




BC surpreende e eleva Selic a 11,25%

Brasília (AE) - Numa decisão totalmente inesperada, o Banco Central (BC) decidiu ontem elevar a taxa básica de juros, para 11,25% ao ano, na primeira ação depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff. Desde abril, a Selic estava em 11% ao ano. No comunicado que se seguiu à decisão, a diretoria da instituição avaliou que seria oportuno ajustar as condições monetárias para garantir, a um custo menor, a prevalência de um cenário mais benigno para a inflação em 2015 e 2016. Com a surpresa, os economistas vão, hoje cedo, refazer os cálculos para as projeções de vários indicadores e também definir as apostas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o início de dezembro. Até porque havia unanimidade entre os analistas do mercado financeiro de que a taxa seria mantida  em 11% ao ano.

Um fator que será fundamental para o BC nas próximas decisões de política monetária é o comportamento do dólar. Principalmente depois que o Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos) anunciou na tarde de ontem  que não irá mais continuar com seu programa de compra de ativos. Embora amplamente esperado, o encerramento pressiona as moedas de países emergentes, como o real.
Além disso, a divulgação é vista como um prenúncio de que a alta dos juros por lá está mais próxima. O anúncio se deu antes do início da segunda parte da reunião do Copom e se encaixa no teor do alerta feito pela diretoria do BC no Relatório Trimestral de Inflação de setembro sobre a aversão ao risco que se instalou no mercado internacional.

Do lado doméstico, a elevação da taxa se deu em meio a indefinições sobre a permanência dos membros do Copom em seus cargos. Apesar de haver um consenso no mercado sobre a permanência de Alexandre Tombini à frente do BC, aguarda-se a oficialização dessa expectativa pela presidente Dilma. Se a estabilidade da Selic já era bola cantada, os diretores tiveram que lidar com um fator exógeno na reunião, que são os rumores sobre os possíveis desligamentos de seus cargos. Muitos estão “incomodados” com essa situação de indefinição.
Há um consenso, no entanto, de que nenhum deles baterá o martelo sobre o rumo de suas carreiras antes da definição na alta cúpula da instituição. Antes disso, é aguardado o novo nome do Ministério da Fazenda, que hoje tem como titular Guido Mantega. Vale lembrar que o BC é subordinado à Pasta e que em casos como o de um possível descumprimento da meta de inflação, por exemplo - que pode ocorrer este ano -, o presidente da instituição tem que dar satisfação ao ministro da Fazenda.
Apesar do marasmo da economia, pesou na decisão sobre os juros, segundo as primeiras análises de economistas, a tendência altista dos preços. A inflação oficial do País escapou do teto da meta de 6,5% - em 12 meses até setembro, o IPCA estava 6,75%. Há ainda uma expectativa de redução da taxa até o final do ano, mas convergência para o centro da meta de 4,5% mesmo, como até o BC admite, só em 2016. O BC já deve ter incorporado em sua decisão de hoje a informação também de que a política fiscal não tem contribuído para a administração da política monetária ao longo deste ano, com reflexos em 2015.
Fonte: Tribuna do Norte