RN CONTINUA SEM MÉDICOS NO MAIS MÉDICOS.
RN continua com déficit alto no PSF
O Rio Grande do Norte conseguiu superar a meta da
quantidade de profissionais ligados ao Programa Mais Médicos no Estado.
Atualmente, são 243 médicos atuando em 99 municípios potiguares, o que
corresponde a 59,28% do total de 167 municípios. A meta foi superada em 24
profissionais. Apesar do dado positivo, a rede de atenção básica e o Programa
Saúde da Família (PSF) ainda não atingiram os resultados esperados pela
Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
De acordo com a secretaria, o ‘Mais Médicos’
conseguiu ampliar o número de equipes de PSF, mas ainda há espaço aberto. O
número ideal, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), seria de pelo menos
1.612 equipes. Até setembro, a Sesap contabilizava 1.025 equipes cadastradas
junto o MS e, implantadas de fato, havia 1.012 equipes. Os números estão sendo
atualizados pela secretaria, mas é certo que a meta não será atingida até o fim
do ano.
Apesar da defasagem com relação às equipes de PSF, o
Programa Mais Médicos é bem avaliado pelos gestores e população. No RN, segundo
a Sesap, são aproximadamente 729 mil pessoas assistidas pelos 243 médicos. “O
programa tem suas dificuldades na questão de receptividade de estrangeiros, mas
está funcionando muito bem. Para o gestor, há uma segurança de que os
profissionais cumprem a carga horária de segunda a sexta-feira nas unidades
básicas de saúde”, contou o presidente da Federação dos Municípios do Rio
Grande do Norte (Femurn), Benes Leocádio.
O presidente explicou ainda que os profissionais
ligados ao programa federal permanecem e convivem mais tempo com o paciente.
Além disso, o programa diminui a problemática de contratação de outros médicos.
“Havia o problema de valores considerados altos para um médico se deslocar até
o município. Era difícil contratar o profissional”, colocou.
Segundo avaliação da Sesap, as metas de
cobertura de assistência básica e formação de equipes de PSF não foram
atingidas porque apenas o envio de médicos não resolve a questão. Para criar
equipes de PSF, as prefeituras precisam contratar outros profissionais: enfermeiro,
auxiliar de enfermagem e agentes comunitários de saúde em equipes básicas;
dentistas, assistentes sociais e psicólogos em grupos mais elaborados. Para
isso, é necessário recursos financeiros e decisão política que priorize a saúde.
Desde que o ‘Mais Médicos ‘foi anunciado, em
julho do ano passado, 115, dos 167 municípios potiguares, realizaram o cadastro
junto ao MS solicitando o envio de profissionais. A demanda apresentada
inicialmente foi de 286 médicos. Com novos cálculos e redimensionamento da
demanda, a meta foi fixada em 219 médicos. Dos 115 municípios
cadastrados, 99 conseguiram efetivar a participação no programa.
Natal é a cidade com o maior número de
profissionais: 22. Os médicos cubanos, contratados via Organização
Pan-Americana da Saúde (Opas), representam o maior efetivo: 185. Em mais de um
ano, foram realizados cinco ciclos do programa. No RN, apenas dois
profissionais (um cubano e um espanhol) desistiram do programa alegando motivos
pessoais. Não há previsão de novos ciclos do programa.
A presidente da Comissão Estadual do Programa
‘Mais Médicos’ e Provab, Cláudia Frederico de Melo, informou que a previsão,
para o próximo ano, é a efetivação de um novo programa, o “Mais Especialidade”.
“Estamos aguardando as definições do Ministério da Saúde sobre o assunto”,
disse.
Sobre o ‘Mais Médicos’, a presidente relatou que
a avaliação é positiva. “Temos declarações de pacientes que revelam que há
qualidade no atendimento dos médicos. Há indicativos de um processo mais
qualificado. Além disso, os gestores dizem que não precisam correr atrás de
médicos”, afirmou. “O ano de 2015 será de mais desafios”, concluiu.
Fonte: Tribuna do Norte
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